"Eu fui tentar pegar..."

Ano passado eu trabalhava como babá. (Assim como nos 4 últimos anos da minha vida).
Eu passei por muita coisa com a Ana Julia. Muita coisa engraçada, tenebrosa... Engraçada E tenebrosa... Vou contar uma delas.
Estava eu, sentada no sofá vendo desenho junto com ela. Tinham umas abelhas rondando aquela casa.
Ela foi pro quarto brincar. Continuei no sofá. (Preguiçosa, eu? Magina!)
Uns 10 minutos depois ouvi gritos a-t-e-r-r-o-r-i-z-a-n-t-e-s vindos do quarto dela. Corri achando que tinha se machucado, ou sei lá. Achei qualquer coisa e saí correndo. Cheguei e ela tava se debatendo com os braços.
- AAAAAAAAAAI, AAAI, TÁ DOEENDO!
E eu entrei em desespero.
- Caiu? Machucou? o que foi?
- AAHHH, TÁ DOENDOOO, UMA ABELHA ME PICOOOUU!!!
Nessa hora (e não sei porque nessa hora -q) lembrei de ter lido na agenda escolar dela que ela é alérgica a picada. PUTA QUE PARIU, A MENINA É ALÉRGICA A PICADA.
Desespero tomou conta, por dentro. Porque em todos esses anos cuidando de criança, aprendi que manter a calma ajuda pacaraio. Só que faltava uma hora pra mãe dela chegar, ela gritava horrores e eu nunca passei por tamanho desespero na minha vida.
Aí pensei: "essa porra picou, essa porra vai inchar... inchaço, inchaço... gelo!!!"
Mandei ela pro banheiro lavar a mão onde tava doendo enquanto eu preparava uma coisa improvisada com gelo. Sei lá se foi o certo, não me julguem u.u
Ela se contorcia, tinha espasmos de dor. Dei o gelo pra ela e fui pra rua e nenhum vizinho em casa, nenhuma alma viva passando na porra da rua...
A dor foi passando aos poucos. Sei lá, nessas horas de dor, seja qual for, tenho mania de fazer carinho. Eu sei que não ajuda, mas sei lá. É automático.
Depois de mais ou menos meia hora, com espasmos de dor já acabando ou acontecendo de uma forma mais branda, perguntei o que tinha acontecido dentro do quarto. Ela me respondeu bem tranquila
- Ai, babá, eu tava brincando... aí eu vi uma abelha e fui chegando perto e tentei pegar ela e por na minha mão...

WTF?

Besos, Leide.

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Leide Leoni: Pássaro de Fogo- Paula Fernandes (Flauta)

Detalhe pra minha super pança.




Obrigada à Luana que editou. Foi um troca-troca de senha pra poder postar esse vídeo que vocês não tem noção. Então, por favor, por compaixão, comentem.

Besos, Leide.

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Cadê o Chineeeeeelo?

Eu amo pizzaaaaaaaa \õ/
E você se pergunta o que isso tem a ver com o título. E eu respondo: tudo. Ou não.
Estava eu, na pizzaria, com meu irmão e cunhada e mais duas pessoas.
Depois de me entupir de pizza, mas entupir do tipo mal conseguir andar (Eu, gulosa? Magiiiina!) a gente saiu da pizzaria. O detalhe é que tava chovendo pra caraaamba! Chuva, muita chuva!
A gente ficou na calçada, onde não cabiam 6 pessoas sem pelo menos se molhar umas...6!
A gente não tinha nenhum guarda-chuva, sombrinha, ou qualquer coisa do tipo pra se tapar da chuva.
Aí tive a brilhante ideia de ir na casa de uma amiga ali perto pra pegar um guarda-chuva emprestado. Foi eu e mais uma menina que tava junto.
Eu tava usando uma rasteirinha que é toda lisa, ou seja, qualquer pingo de água faz eu escorregar.
Saí correndo com a amiga igual uma condenada fugindo da prisão. No meio do caminho - ainda visível pra pizzaria - minha rasteirinha escorregou do pé, mas o instinto e a chuva me fizeram continuar correndo. Uns dois metros a frente eu vi que tinha perdido a rasteirinha. Foi instindo:


- CADÊ O CHINEEEEEEEEEEEELO??? PERDI MEU CHINEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELO!


E voltei pra buscar.
Lembrando: A pizzaria tava LOTAAAAAAAAAAADA!
Catei meu chinelo e continuei correndo a pé, no asfalto molhado.
Fui na minha amiga, peguei o guarda-chuva e quando voltei, mais calma, mas ainda escorregando porque a rasteirinha não é de Deus, tinha um povo rindo de mim.
Eu comecei a rir também e gritei pra um povo na frente da pizzaria (incluindo irmão e cunhada)


- Vocês viram eu perdendo o chinelo?



Foi um "SIM" unânime.
E foi uma cena ridícula. MUITO ridícula.
Depois fui embora tranquila embaixo do guarda-chuva enquanto irmão e cunhada iam na chuva, PORQUE NÉ. O mico foi meu, então nem dividi HAHAHAHAH



Besos, Leide.

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Primeiro Beijo

É isso que acontece quando sua câmera resolve não funcionar. Eu tava preparando um vídeo, maaaaaaas...
Enfim,...
Não vou revelar a idade e nem com quem. Muack ;*
Eu conheci o garoto durante uma viagem do colégio pra algum lugar desse Brazilzão de meu Deus.
Uma amiga minha na época (pra você ver que nem a amiga eu tenho mais) me ajudou. Amigo é pressascoisa né? Eu falei pra ela que tinha gostado dele, ela falou pra um amigo dele que falou pra ele que falou pro amigo que falou pra ela que falou pra mim que tinha gostado de mim também. Entendeu?
Eu sei que, fui na escola pra devolver uns livros. Nada mais. (aham).
A biblioteca abria só na segunda aula, então eu tinha 45 minutos pra fazer nada. Minha amiga me encontrou e falou que o garoto queria falar comigo. FALAR comigo. Tipo, eu era bem ingênua e acreditei mesmo que ele queria só FALAR.
No intervalo a gente se encontrou. Ele oiô pá eu, eu oiei pá ele... e nada.
Aí ele falou:


- Vamos ficar lá atrás?

(lá atrás - atrás do colégio, um lugar obscuro e medonho)


- Vamo!

Eu ainda achava que a gente ia só FALAR. (Só uma OBS: eu sabia o que era ficar, ok? HAUAHAUH mas eu era ingênua, dá licença!)
Ele me pegou pela mão e me levou, por entre os murmúrios dos colegas dele. Antes de chegar "lá atrás", já começava a escuridão. Ele foi na frente, e eu, atrás, não vi um buraco e... pá! Dei aqueeeeeeela derrapada pra dentro do buraco. Ele não viu.
A gente começou a conversar e do nada o garoto me agarrou como se eu fosse um pedaço de carne crua e ele um leão esfomeado. Eu fiquei traumatizada. Sério.
Quando a gente saiu de lá "de trás" ainda ouvia-se os murmurinhos dos amigos dele. Sabe esse moleques que não tem mais nada pra fazer da vida do que atazanar a vida dos outros? Pois é.
Aí eu vim pra casa com aquela cara fdp de culpa, sabe?
Depois eu descobri que o menino ficou comigo só pra fazer ciúme na ex namorada. H-O-M-E-N-S. Haha.

#euenvergonhada



Besos, Leide.

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Então é Nataaaaaallll... E ano novo tambéééémm...

Na verdade essa música não faz sentido nenhum. Natal e ano novo são duas datas diferentes! Mas enfim...
Minha câmera resolveu funcionar e eu gravei um vídeo de Natal. ÊÊÊÊÊÊ \õ/
Confere aí! (...) Deixei meu sapatiinho.. na janela do quintal... ♫





E tem o do ano passado que foi o primeiro vídeo que eu gravei!





Obrigada à todos que acessaram meu blog esse ano, e a todos que (in)voluntariamente comentaram!
Feliz Natal e Próspero ano novo!



Beijos, Leide.

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Análise de músicas

Três observações:

1º Demorei pra postar porque... porque... Ah, preguiça mesmo.
2º Eu ia gravar um vídeo. Aí minha câmera resolveu que não quer mais funcionar.
3º Eu sei que você vai ler e comentar, porque você me gosta muito.

4º E daí se eu quiser escrever uma a mais? Bom, ainda sobre a câmera ter estragado, o último vídeo que gravei foi "Parabéns pra você". Se quiser ver, só acessar meu canal no youtube. www.youtube.com/leideleoni (sim, causodiquê eu ainda não aprendi a"linkar" palavras)

--

Nossa, nossa, assim você me mata – então morre diabo

Tinha um sonho ir pra Nova York levar a namorada, fazer seu caminhão voar nas nuvens – caminhão pipa? HAUAHAUH piada fácil e escrota, desculpa.

Você me entorpeceu e desapareceu, vou ficar sem ar... – Chama a puliiiiiiiiça, o menino foi drogado e ta morreeeeeeeeeeeenu!

Te dei o sol, te dei o mar pra ganhar seu coração – Querido, não precisa dar o sol nem o mar. Dá o número da conta bancária e ta tudo certo!

Paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas - pega ladrããããããããããõoo

Vamos pegar o primeiro avião com destino à felicidade. A felicidade pra mim é você –Se pra ele ela é a felicidade, porque os dois tem que pegar um avião pra encontrar ela?

Desabafos:
O Tche Tche Rere Tche Tche Rere Tche Tche RereTche Tche Rere Tche Tche Tche Tche (e sei lá mais quantos tche e rere) Gusttavo Lima e você - eu realmente não suportooooooo isso.

- Eu juro, por mim mesmo, por Deus, por meus pais, vou te amar. – isso lá em milnovecentoseguaranácomrolha

Eu tô apaixonado, eu tô contando tudo e não tô nem ligando pro que vão dizer – isso até algum vizinho fofoqueiro se meter na sua vida.

Músicas infantis
1, 2, 3 indiozinhos (...) Iam navegando rio abaixo quando o jacaré se aproximou
e o pequeno bote dos indiozinhos quase, quase, virou! - Primeiro que, “indiozinhos” são crianças, e crianças não deveriam estar sozinhas num bote dentro de um rio que tem jacaré. Pais irresponsáveis!

Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso no quartel. O quartel pegou fogo, a polícia deu sinal. Acode, acode, acode a bandeira nacional. – Claro, porque com um quartel pegando fogo, eu tenho que me preocupar primeiro com a bandeira...

Samba lelê tá doente, tá com a cabeça quebrada. Samba lelê precisava é de uma boa palmada... – Deixa o menino se recuperar primeiro Oo

É isso. Enjoooyy! (sim, usei o google tradutor pra escrever isso)

Besos, Leide.

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Era uma vez uma creche...

PS. Usarei nomes fictícios pra evitar retaliações futuras.

Isso aconteceu ano passado (2010 se você estiver perdido (a) no tempo). Eu fui trabalhar em uma creche. Eu não tinha experiência NENHUMA. Não sabia trocar fralda, dar papinha, brincar com 30 crianças de uma vez...

Eu lembro que comecei a trabalhar numa segunda-feira. Mas fui na sexta-feira da semana anterior pra conhecer a creche.

Só de olhar pras crianças eu já sabia (porque instinto feminino nunca erra) quem era o mais bagunceiro, o mais fofo, o mais chorão...

Beleza, chegou segunda-feira, e aí a Maria* foi me ensinar como trocar uma fralda. O bebê tinha só feito xixi, então era fácil. Não lembro se troquei mais bebês de manhã, e se troquei, foi só de xixi também. No final da tarde eu fui pro trocador trocar uma criança com cocô, e juro, na porta do trocador formou uma fila com umas oito, OITOOOOOOOOO crianças pra eu trocar em menos de 15 minutos. Umas até já com a fralda limpa na mão, só esperando. O desespero tomou conta e sabe Deus como consegui terminar aquilo tudo. No segundo dia, a diretora me deu a sugestão de mudar de horário com a faxineira, ou seja, de manhã eu cuidava das crianças e a tarde eu fazia faxina. Pensei “tranqüilo, menos fraldas pra trocar”. Espertinha eu. E espertinha a diretora também, que não me contou que eu ia ter que ficar meia hora a mais pra limpar a sala do pré, pra cumprir o meu horário, porque eu começaria meia hora mais tarde que os outros funcionários. Ou seja, eu ia ficar sozinha na creche por meia hora. Na verdade, meia hora sozinha em todo o complexo (creche, APAE e escola). Mesmo assim achei que ia ser melhor, sem criancinhas pra “atrapalhar”. Não era. Eu esqueci que eu sou cagona pra caralho, e ficar sozinha naquela creche vazia dava um medo descomunal. Fora terças e quintas que tinha movimento na APAE, os outros dias eu ficava sozinha naquilo tudo, e as vezes eu ouvia uns barulhinhos estranhos, e o vento no forro (de isopor – coisa bem construída #ironia) fazia o isopor quebrar e fazer um barulhão.

Mas tudo bem, os dias foram passando, ganhei muitas broncas da diretora, porque segundo ela eu não sabia “trocar a fralda direito, não sabia dar papinha, bla bla bla”. E a vontade de sair daquele inferno com aquela mulher era enorme. Mas meu contrato era de um mês. Na última semana, enquanto a gente fazia um lanche – durante o lanche das crianças – surgiu um papo de “fantasmas”. Uma funcionária já tinha tido a experiência de ver um, a outra convivia com alguém que já tinha visto, a outra ouvia vozes, e eu ficando desesperada. Até que uma delas falou que ali mesmo, no trocador da creche a luz tinha apagado do nada enquanto ela trocava uma criança. Adivinha onde eu tinha que ir em seguida? Tempooooo *tic tac tic tac*. Aham, o trocador. Óbvio que podia ser um defeitinho na luz, mas depois do papo de fantasmas, eu meio que entrei em desespero, por dentro. E se meu medo de ficar naquela creche sozinha já era grande, imagina depois desse papo.

No último dia, quando eu achava que nada podia piorar minha estadia por lá, eis que surge a novidade da cozinheira: ela tinha o dia de licença pra fazer uns exames, e quem ia cuidar da comida das crianças a tarde seria eu. A tia Leide NÃO sabe cozinhar, não nasci pra isso, não adianta. E eu pedi imploradamente (eu sei que a palavra não existe, o word sublinhou ela, mas eu sou teimosa e tô usando) pra Joana* me ajudar. Ela ajudou e tudo deu certo, até porque não tinha o que mais dar errado.

Era um dia de chuva. Quando saí parecia cena de filme, quando você deixa um local que “ama” pra nunca mais voltar.

Enfim, a experiência foi boa. Eu ganhava abraços, beijos melecados... E ouvia pérolas do tipo:
- Víiiiiitor, tu veio! - Eu ‘veio’ tia.

Ou:

- Bia, tu que fez isso? - Aham, eu que 'fez'!

Aprendi que não se pode ter vergonha quando se cuida de criança, que quando elas não dormem, um bom cafuné enquanto se canta uma música lentinha ajuda muito, e que não se deve dar feijão com beterraba pra crianças. É sério. Vocês não vão gostar de ver e “sentir” o resultado.

*Nomes fictícios.


Besos, Leide.

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